O Brasil chegará ao PDAC 2026, em Toronto, no Canadá, com uma intenção muito clara, quase uma obsessão: atrair investimentos e reforçar a imagem como fornecedor de minerais críticos na transição energética. Em área dominada pelos chineses, o país, que tem a segunda reserva do mundo, quer mostrar sua cara. A delegação brasileira reúne representantes de 33 mineradoras.
A maior convenção mundial da indústria de mineração acontece entre os dias 1º e 4 de março. Também entram em campo pelo time brasileiro entidades do setor e representantes do governo em agenda coordenada pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral do Brasil (Adimb),
A principal vitrine da participação nacional será o Brazilian Mining Day (BMD 2026), no dia 3. O seminário reunirá autoridades, executivos e investidores para discutir perspectivas da indústria mineral brasileira, governança regulatória, licenciamento ambiental, minerais críticos, metais preciosos, inovação e conhecimento geológico. A programação inclui ainda apresentações de projetos de exploração e rodadas de networking.
O BMD 2026 é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCCC) e o Consulado-Geral do Brasil em Toronto.
O evento contará com sessões dedicadas a empresas juniores com projetos de pesquisa mineral em metais e minerais críticos em diferentes estágios de desenvolvimento no país. As apresentações serão intercaladas por encontros com potenciais investidores internacionais.
A participação brasileira começa já neste sábado (28), com encontro entre executivos e investidores do Brasil e do Canadá, na Bolsa de Valores de Toronto. O país da América do Norte é considerado o principal hub financeiro da mineração mundial. Lá estão a Toronto Stock Exchange (TSX) e a TSX Venture Exchange (TSXV), bolsas que concentram empresas de exploração e mineração, analistas especializados e investidores com perfil voltado ao risco.
De acordo com a Adimb, o Brasil também pretende falar sobre marcos regulatórios, licenças ambientais e práticas ESG. A expectativa dos organizadores da convenção candense é de reunir cerca de 30 mil participantes de 135 países, com mais de mil expositores e aproximadamente 2,5 mil investidores.