Cursos

O programa de cursos da ADIMB para o segundo semestre de 2018 está direcionado para temas inovadores e de grande relevância para os profissionais do setor mineral. Coordenados e ministrados por instrutores de prestígio nacional e internacional, os cursos ADIMB 2018 irão proporcionar oportunidade única de aprendizado e intercâmbio de experiências e informações.

A ADIMB procura  capacitar e atualizar os participantes com que há de mais inovador no conhecimento e técnicas em exploração mineral, de avaliação econômica de depósitos minerais, de normas e de legislação mineral.

A organização e oferta de cursos pela ADIMB é uma ação estratégica que se encaixa em suas missões estatutárias, que é proporcionar e estimular a interação entre o setor empresarial, o meio acadêmico e o poder público, contribuindo para a construção de um setor mineral fundamentado nas boas práticas, dos pontos de vista técnico, ambiental e social.

AGROGEOLOGIA (CURSO JÁ REALIZADO)
Peter van Straaten (University of Guelph, Canadá)
17 a 23 de setembro de 2018

APRESENTAÇÃO

Agrogeologia significa “conhecimento geológico a serviço da agricultura”. É uma ciência interdisciplinar que trata principalmente da influência da rocha original no desenvolvimento e fertilidade do solo e da aplicação de minerais para aumentar a produtividade dos solos.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Geólogos, Engenheiros Agrônomos e pesquisadores de ciências agrárias.

 

OBJETIVOS DO CURSO

Ao concluir todos os módulos do curso, os participantes devem poder:

  • Compreender de forma geral a relação entre geologia e agricultura, baseada nos recursos geológicos para fertilizantes e alterações do solo;
  • Constituir uma base geológica e mineralógica de agro-rochas e agro-minerais visando identificar os recursos minerais que poderiam ser usados ​​para melhorar a fertilidade do solo;
  • Assimilar de forma geral os processos químicos dos nutrientes presentes na rocha durante a formações de solos, para melhor compreender as necessidades de cada tipo de solo e das culturas;
  • Entender o processamento de agro-rochas e seu uso na agricultura, horticultura e silvicultura e assim ser capaz de dar conselhos práticos aos tomadores de decisão de quais rochas locais (já mineradas ou extraídas) poderiam ser usadas para quais solos e para quais culturas;
  • Ter noções básicas sobre o uso de ferramentas de exploração para identificar áreas potenciais onde a intervenção agrogeológica contribuiria para aumentar a produção de alimentos. 

 

MÉTODO

Aulas expositivas em inglês com tradução simultânea, palestras em português proferidas por especialistas brasileiros, discussões em grupo, exercícios práticos e saídas de campo, que totalizam 56 horas de cursos. O material didático, em formato digital, será entregue aos inscritos no curso no primeiro dia de aula.

 

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO DO CURSO

 

Dia 1

Manhã:

O que é agrogeologia;

Aspectos essenciais da agrogeologia:

Influência do material parental no desenvolvimento e fertilidade do solo (Crops on Rocks);

Aplicação benéfica de minerais e rochas para aumentar a produtividade dos solos e melhorar o crescimento das plantas (Rocks for Crops).

Introdução ao “continuum” rocha-solo-planta: composição das rochas, distribuição do solo e necessidade de nutrientes das culturas.

Tarde:

Relação entre rochas, solos e plantas: exemplos do Brasil e do exterior:

Solos e vegetação que sobrepoem rochas ígneas (granitos, andesitos, basaltos, rochas ultramáficas, anortositos, carbonatitos, kimberlitos);

Rochas metamórficas (quartzitos, xistos e serpentinitos);

Rochas sedimentares (arenitos, calcários e gipso), materiais não consolidados (aluviões e areia);

Adequação de rochas e solos para cultivo: Culturas em Rochas.

 

Dia 2

Manhã:

Recursos de carbono, nitrogênio e fósforo:

Fontes e sumidouros geológicos e biológicos de carbono;

Fontes de nitrogênio geológico. Minerais e rochas de fósforo, o papel do fósforo no crescimento das plantas;

Exploração geológica de rochas fosfatadas sedimentares e ígneas: conceitos e técnicas geoquímicas e geofísicas;

Exemplos;

Tarde:

Mineração e processamento de recursos de fósforo:

Extração de recursos de fosfatos ígneos e sedimentares em diferentes escalas;

Aplicação direta de rochas fosfáticas na agricultura – limitações e oportunidades;

Processamento industrial de rochas fosfáticas em fertilizantes à base de fósforo;

Técnicas alternativas de modificação biológica, física e química para transformar rochas fosfatadas em fontes de fósforo disponíveis na planta;

Aspectos ambientais;

Exemplos.

 

Dia 3

Manhã:

Recursos geológicos de potássio:

Potássio em minerais, rochas e solos;

O papel do K no crescimento das plantas;

Recursos geológicos de sais e silicatos de potássio. Exploração, extração e processamento de sais e silicatos contendo K;

Aspectos ambientais;

Exemplos.

Tarde:

Métodos alternativos de extração de potássio de rochas de silicato e aplicações agrícolas:

Processamento convencional e alternativo;

Métodos inovadores de liberação de K de minerais e rochas de silicato contendo K, como fonolíto, rochas contendo leucita, glauconita, bem como K-feldspatos por métodos biológicos, físicos e químicos;

Novos caminhos.

 

Dia 4

Manhã:

Enxofre, cálcio e magnésio nas rochas, solos e plantas:

O uso de recursos de enxofre (natural e como subproduto), rochas de cálcio e magnésio (carbonatos, sulfatos, silicatos) para aumentar a produção agrícola;

O papel dos elementos nutrientes S, Ca e Mg no crescimento das plantas;

Prospecção mineral, mineração e processamento de sulfatos, carbonatos, sulfatos, fosfatos e silicatos de Ca e Mg;

Aspectos ambientais.

Tarde:

Enxofre, cálcio e magnésio para agricultura:

Aspectos práticos do uso de rochas contendo S;

Recursos de rocha de Ca e Mg na agricultura tradicional e ecológica;

Aplicação de materiais de gesso e calcário, funções e taxas de aplicação;

Fontes geológicas potenciais alternativas de Ca e Mg para aumentar a produção de culturas locais.

 

Dia 5

Manhã:

Micronutrientes essenciais e benéficos em rochas, solos e plantas:

Visão geral das fontes geológicas de micronutrientes;

O papel do B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn como micronutrientes essenciais no crescimento das plantas;

O uso de elementos dos nutrientes benéficos Co, Se e Si, com ênfase especial no Si de rochas silicatadas para as culturas;

O importante papel do pH do solo na disponibilidade de micronutrientes;

Aplicação direta de micronutrientes essenciais e benéficos na agricultura.

Tarde:

Minerais especiais para agricultura e horticultura, exemplos vermiculita e zeólitas;

Descrições: Fontes geológicas de vermiculita e zeólitas e sua aplicação na agricultura e horticultura;

Alterações do solo mineral de silicato de rocha inteira (Rochagem);

O uso e o potencial do uso alternativo de rochas slicatadas como corretivo de solo (Rochagem); Técnicas de modificação biológica, química e física para aumentar a liberação de nutrientes de rochas específicas de silicato.

Considerações finais sobre os desafios e potencial da agrogeologia no futuro.

 

Dia 6

07h30min – 18h00:

Visitas técnicas a uma pedreira e a uma propriedade rural de produção orgânica nos arredores de Goiânia.

Obs: Transporte, lanche leve, suco e água serão fornecidos pela ADIMB. Está programada uma parada de 1 hora para almoço às 12h30, sendo que essa refeição deverá ser custeada pelo inscrito.

 

Dia 7

06h30min – 20h00:

Visita técnica a uma operação de mina no sul do estado de Goiás.

Obs: Transporte, lanche leve, suco e água serão fornecidos pela ADIMB. Está programada uma parada de 40 minutos para almoço as 12h30, e um parada de 40 minutos para o jantar, às 19:00 sendo que essas refeições deverá ser custeada pelo inscrito.

 

PERFIL DO INSTRUTOR

Peter Van Straaten é geólogo, doutor em geologia pela Universidade de Goettingen, Alemanha. Ele conduziu os trabalhos de campo para seu doutorado em Uganda em terrenos pré-cambrianos no Western Rift Valley. Durante quase dez anos ele trabalhou em projetos das Nações Unidas (UNDP, UNECA) como geólogo de campo e geoquímico de exploração no leste da África. Em 1984 ele expandiu sua carreira com a introdução da nova ciência interdisciplinar da agrogeologia – geologia a serviço da agricultura. Para isso ele passou a atuar na Universidade de Guelph, no Canadá.  Com financiamento canadense e de fundações internacionais ele desenvolveu projetos de agrogeologia no leste e no sul da áfrica, na Ásia e na América do Sul. Na Universidade de Guelph ele ministrou em nível de graduação e pós-graduação disciplinas de Geologia Estrutural, Geologia Econômica, Geologia Ambiental, Agrossistemas e Agrogeologia. Em 2007 Dr. van Straaten aposentou-se e recebeu o título de Professor Emérito da Ontario Agricultural College da Universidade de Guelph. Ele publicou três livros, dez capítulos em livros e mais de 50 artigos, além de mais de 15 relatórios técnicos, três manuais de cursos de agrogeologia; ministrou dez cursos internacionais e foi convidado mais de 40 vezes para apresentações internacionais. Até 2015 o Dr. van Straaten foi Professor Visitante na Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Brasil, como parte do programa “Ciência sem Fronteiras”. Atualmente ele colabora com cientistas de solo, engenheiros agrônomos e geólogos em projetos de agrogeologia no Sul e no Nordeste do Brasil, em Uganda e na Indonésia.Os locais de atuação profissional incluem: África (Burundi, Costa do Marfim, Etiópia, Lesoto, Kenia, Malawi, Mali, Marrocos, Namíbia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia, Zimbabwe); Ásia (China, Índia, Indonésia, Sri Lanka); América Central e América do Sul (Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, Peru)

 

LOCAL

O curso será realizado Goiânia no hotel Golden Tulip Goiânia Address, localizado na Avenida República do Líbano, nº 2526, Setor Oeste, CEP: 74115-030 e telefone: (62) 3257-1000.

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui 

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 3.950,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 3.950,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 4.800,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)

 

PROCESSOS MINERALIZANTES E SEUS FOOTPRINTS EM SISTEMAS MINERAIS HIDROTERMAIS.
Roberto Perez Xavier (ADIMB/UNICAMP)
Belo Horizonte, 22 a 26 de outubro de 2018

APRESENTAÇÃO

Sistemas minerais hidrotermais contendo depósitos de Cu, Au, Ag, Mo, Pb, e Zn de classe mundial são resultados da combinação de processos geológicos que se desenvolveram em escalas diversas na litosfera. Esses processos são marcados por feições (footprints) que podem ser utilizadas na compreensão dos processos mineralizantes, assim como na definição de controles e vetorização de mineralizações: uma viagem da fonte ao minério.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Geólogos de empresas privada ou de instituições públicas que atuam na área de Exploração Mineral (greenfields e brownfields) e Mineração, alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado) da área de Geologia Econômica ou Metalogênese, ou de graduação em fase de conclusão de curso.

 

OBJETIVOS DO CURSO

O conteúdo do curso deve fornecer embasamento aos profissionais participantes para:

  • integrar processos geológicos em escalas distintas que controlam a formação de depósitos hidrotermais no âmbito do conceito de sistemas minerais;
  • explorar de forma mais crítica e prática a aplicação de modelos de depósitos versus a compreensão de processos mineralizantes (model-driven vs. process-driven)na exploração mineral;
  • compreender os mecanismos que controlam o transporte e deposição de metais em sistemas minerais;
  • definir de forma qualitativa as condições de formação de mineralizações por meio das assembléias de alteração hidrotermal e de minerais de minério;
  • estabelecer possíveis vetores mineralógicos e químicos em sistemas minerais.

 

MÉTODO

Aulas expositivas e discussões em grupo, que totalizam 40 horas. O material didático, em formato digital, será entregue aos inscritos no curso no primeiro dia de aula.

 

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO DO CURSO

 

Dia 1

Manhã:

Conceito de Sistemas Minerais: modelos ou processos?

Fluidos hidrotermais: como se formam na crosta terrestre e principais características composicionais.

Tarde:

O fator permeabilidade: como fluidos hidrotermais migram na crosta terrestre?

 

Dia 2

Manhã:

Alteração hidrotermal e assembleias de minerais de minério: o que revelam sobre a evolução dos fluidos e condições de formação de depósitos minerais? (parte1)

Tarde:

Alteração hidrotermal e assembleias de minerais de minério: o que revelam sobre a evolução dos fluidos e condições de formação de depósitos minerais? (parte 2)

 

Dia 3

Manhã:

Mecanismos de transporte e precipitação de metais (Cu, Au, Mo, Ag, Pb, Zn) por fluidos hidrotermais.

Tarde:

Exemplos de Sistemas Minerais;Sistemas IOCG: características gerais, padrões de alteração hidrotermal, estilos de mineralização e modelos genéticos.

 

Dia 4

Manhã:

Exemplos de Sistemas Minerais;Sistemas cupríferos da Província Mineral de Carajás.

Tarde:

Sistemas Magmático-Hidrotermais; (i) Metalogênese de sistemas graníticos; (ii) Depósitos de Cu-Au-Mo do tipo pórfiro e epitermaisdo tipohigh – intermediate – lowsulphidation.

 

Dia 5

Manhã:

Sistemas Magmático-Hidrotermais:A Província Polimetálica de Alta Floresta (Domínio Peixoto e Juruena – Teles Pires).

Tarde:

Sistemas Magmático-Hidrotermais; Depósitos de Au associados a sistemas graníticos (IRGD – Intrusion-relatedgold systems).

 

PERFIL DO INSTRUTOR

Roberto Perez Xavierpossui graduação em Geologia pela Universidade de São Paulo (1981), mestrado em Geociências (Mineralogia e Petrologia) pela Universidade de São Paulo (1987) e doutorado em Metalogênese pelaUniversityof Southampton (1991). Docente do Instituto de Geociências (IG), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), desde 1985 em regime de dedicação integral e exclusiva. Desde 2010 ocupa o cargo de Professor Titular (MS-6) na Área de Geologia Econômica. Sua área principal de atuação tem sido a Metalogênese, com ênfase na definição de processos que controlam a evolução de fluidos hidrotermais na formação de sistemas minerais e suas implicações prospectivas. As atividades de pesquisa nesta temática têm-se concentrado principalmente em depósitos de Au do tipo orogênico e sistemas Cu-Au e metais associados hospedados em terrenos granito-greenstone e/ou seqüênciasvulcano-sedimentares Pré-cambrianas de várias províncias metalogenéticas no Brasil (e.g., Carajás, Província Aurífera de Alta Floresta, Borborema e greenstonebelt do Rio Itapiciru). É coordenador associado do Grupo de Pesquisas em Evolução Crustal e Metalogênese e bolsista de produtividade nível IC do CNPq. Foi professor visitante no EconomicGeologyResearch Unit (EGRU) da James Cook University (Townsville – Australia) de Julho/2007 a Maio/2008 como parte de seu ano sabático no IG/UNICAMP. No IG/UNICAMP ocupou o cargo de Diretor Associado nos períodos de 1997 – 2000 e de 2001 – 2005 e o de Diretor da Unidade no quadriênio 2013 – 2017. No período de 2016 – 2020 está responsável pela posição de Regional Vice President para a América do Sul da Society ofEconomicGeologists (SEG), assim como de conselheiro no Educationand Training Committee desta instituição. Atualmente também ocupa o cargo de Diretor Executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB).

 

LOCAL

O curso será realizado Belo Horizonte no hotel San Diego Suítes Lourdes localizado na Avenida Álvares Cabral, Nº 1181, Lourdes, CEP: 30170-001 e Telefone: (31) 3339-3000.

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui 

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 2.100,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 2.100,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 2.600,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)

TECNOLOGIAS ESPECTRAIS APLICADAS À EXPLORAÇÃO MINERAL
Diego Ducart e Carlos Roberto de Souza Filho (UNICAMP)
05 a 09 de novembro de 2018

APRESENTAÇÃO

Tecnologias espectrais são técnicas hoje consolidadas para uso em exploração mineral, com diversos casos de sucesso de aplicação, incluindo estudos em depósitos no Brasil e demais países da América do Sul. Espectrorradiômetros são tipicamente empregados para determinar a mineralogia de alterações hidrotermais e, assim, auxiliar na classificação do sistema mineral, na identificação de padrões de alteração, no estabelecimento de relações temporais dos eventos hidrotermais, e na vetorização de minérios variados.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Geólogos, Engenheiros Geólogos e Engenheiros de Minas

 

OBJETIVOS DO CURSO

Ao concluir este curso, os participantes devem estar aptos a:

  • Compreender os fundamentos básicos da Espectroscopia de Reflectância e sua aplicação na exploração mineral;
  • Conhecer diferentes tecnologias e técnicas espectrais, como também suas vantagens e limitações;
  • Entender a metodologia de aplicação da técnica em exploração mineral;
  • Ter noções práticas sobre medições com espectrorradiômetros; e
  • Apreender as noções básicas sobre o processamento e interpretação de dados espectrais por meio do software TSG-8.

MÉTODO

Aulas expositivas, práticas de medições com espectrorradiômetro e exercícios individuais e em grupo, que totalizam 40 horas. O material didático, em formato digital, será entregue aos inscritos no curso no primeiro dia de aula

 

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO DO CURSO

 

Dia 1

Manhã:

Introdução à espectroscopia de reflectância:

Introdução à teoria da espectroscopia;

Espectros e feições de absorção;

Interação macroscópica e microscópica entre a radiação eletromagnética e os objetos;

Funções da Espectroscopia de Reflectância no VNIR-SWIR-TIR;

Bibliotecas espectrais;

Software para medições, processamento e interpretação;

Vantagens e limitações da espectroscopia de reflectância.

Tarde:

Equipamentos e Procedimentos de trabalho:

Espectrômetros de medição pontual;

Câmeras hiperespectrais de imageamento;

Organização de um levantamento espectral e estudos pilotos;

Formas de uso do espectrômetro;

Tipos de amostras para analisar;

Preparação das amostras.

 

Dia 2:

Manhã:

Caracterização Espectral de Minerais:

Minerais com feições de absorção no VNIR, SWIR e TIR;

Micas brancas, cloritas, biotitas: composição e cristalinidade;

Misturas.

Tarde:

Prática de medição espectral:

Medições com um espectrorradiômetro ASD/FieldSpec;

Operação, cuidados e limpeza;

Medições sobre amostras de rochas com alteração hidrotermal.

 

Dia 3:

Manhã:

Interpretação de Espectros de Reflectância:

Orientação para a interpretação de espectros puros e misturas;

Exercício de interpretação.

Tarde:

Processamento espectral:

Técnicas para a extração de informação qualitativa e quantitativa;

Parâmetros ou Índices espectrais;

Quantificação de misturas;

Cálculo de parâmetros quantitativos;

Exemplos e aplicações.

 

Dia 4:

Manhã:

Alteração Hidrotermal e Espectroscopia de Reflectância:

Alteração hidrotermal em depósitos minerais;

Geotermômetros minerais;

Misturas interestratificadas de ilita-esmectita;

Espectros de minerais e zonas de alteração: vetorização.

Tarde:

Demonstração com TSG-8:

Apresentação do software TSG-8;

Estudos de casos.

 

Dia 5:

Manhã:

Estudos de casos.

Tarde:

Exercício final de interpretação:

Interpretação geológica a partir de dados espectrais quantitativos.

 

 

PERFIL DOS INSTRUTORES

Diego Fernando Ducart é Professor Doutor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) desde outubro de 2015. Graduou-se em Geologia pela Universidad Nacional de Rio Cuarto (UNRC) na Argentina em 2001. Concluiu o Mestrado (2004) e Doutorado (2007) em Geociências na UNICAMP, com estágio no Laboratory of Stable Isotopes e no Spectroscopy Lab do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) em Denver. Recebeu a Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Melhor Tese da Área de Geociências em 2008. Desde 2007 a 2013, trabalhou como Geólogo de Exploração na empresa Hochschild Mining PLC., atuando na Argentina, Peru, Chile e México no mapeamento geológico, sensoriamento remoto, espectroscopia de reflectância, SIG, e desenvolvimento de pesquisa em geotecnologias aplicadas na prospecção mineral. De 2013 até 2015, foi Pesquisador Colaborador Pleno e bolsista de Pós-doutorado do programa PNPD-Capes no Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB). Atualmente é membro do Geological Remote Sensing Group (GRSG) da Geological Society of London (GeolSoc) e da Society of Economic Geologists (SEG). Atua como revisor de artigos em revistas arbitradas como IEEE Journal of Selected Topics in Applied Earth Observations and Remote Sensing, Advances in Space Research, Ore Geology Reviews e Cogent Geoscience, entre outras. Coordena um projeto de Auxílio à Pesquisa Regular da FAPESP e colabora em outros no Brasil, Cardiff (Reino Unido) e Argentina. Suas áreas de atuação acadêmica-científica são: geologia espectral, sensoriamento remoto, prospecção mineral, metalogênese, SIG e cartografia.

 

Carlos Roberto de Souza Filho é Engenheiro Geólogo (Universidade Federal de Ouro Preto, 1988), Mestre em Metalogênese (UNICAMP, 1991), PhD (Open University, Inglaterra, 1995, Jovem-Pesquisador (FAPESP-UNICAMP, 1995-1997), Professor-Doutor (UNICAMP, 1997-2002), Professor Livre-Docente (Unicamp, 2002). Desde 2009 é Professor Titular do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da UNICAMP. Atualmente é líder do Grupo de Geotecnologias (Diretório CNPq). Pesquisador Nivel 1A do CNPq, é responsável pelos laboratórios de pesquisa em Espectroscopia de Reflectância (LER), Espectroscopia FTIR (LaFTIR), Processamento de Informações Geo-referenciadas (LAPIG) e do Laboratório Multiusuários de Análises por Imageamento Hiperespectral e Microscopia Eletrônica de Varredura (HyperMeV). É pesquisador da NASA nos programas ASTER, Mars-Earth Analogs e HyspIRI. É Editor do International Journal of Applied Earth Observation and Geoinformation (JAG), da Revista Brasileira de Geofísica (RBGf) e do corpo editorial da Mathematical Geosciences (MatGeo). Entre 2002-2012 foi Editor e Deputy Editor da revista Computers & Geosciences. Entre 2012-2017 foi membro do Comitê Assessor (CA) de Ciências Ambientais (CA) do CNPq e coordenador do CA por dois mandatos consecutivos. Foi Theme Champion nos Congressos Mundiais de Geologia de Brisbane (34o. IGC, 2012) e Africa do Sul (35o. IGC, 2016) do IUGS. Foi Chefe do Departamento de Geologia e Recursos Naturais (DGRN) (2002-2006), Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geociências (2006-2009) e Coordenador Geral de Pós-Graduação do IG-UNICAMP (2009-2013). Atualmente é Coordenador de Pesquisa do IG-UNICAMP, Vice-Presidente da Comissão Permanente de Dedicação à Docência e à Pesquisa (CPDIUEC) e o do corpo deliberativo do FAEPEX, orgãos ligados à Reitoria da UNICAMP. É membro titular da Academia Paulista de Ciências (ACIESP) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Com base em Geotecnologias, suas principais contribuições à ciência têm sido multicentradas em estudos sobre sistemas petrolíferos e sistemas minerais metálicos/não-metálicos e sua prospecção; geologia do Hadeano ao Quaternário na Terra e sua analogia com Marte; vulcanologia ativa global e monitoramento ambiental.

 

 

LOCAL

O curso será realizado Belo Horizonte no hotel San Francisco Flat Lourdes localizado na Avenida Álvares Cabral, Nº 967, Lourdes, CEP: 30170-001 e Telefone: (31) 3330-5600

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui 

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 2.100,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 2.100,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 2.600,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)

AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE PROJETOS DE MINERAÇÃO
Petain Ávila de Souza (Consultor)
19 a 23 de novembro de 2018

APRESENTAÇÃO

A viabilização de um projeto de mineração necessita de aportes constantes de recursos financeiros em todas as fases do seu desenvolvimento. A decisão de avançar em cada uma das fases de empreendimento é respaldada por uma análise bem elaborada da economicidade do mesmo, construída a partir de estudos detalhados de todos os aspectos envolvidos, objetivando assim, minimizar os riscos dos investidores.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Profissionais envolvidos na exploração mineral e no aproveitamento econômico de jazidas, tais como geólogos, engenheiros de minas, economistas, administradores, contadores e estatísticos.

 

OBJETIVOS DO CURSO

Ao concluir todos os módulos do curso, os participantes devem poder:

  • Assimilar a fundamentação conceitual, técnica e prática para avaliação econômica de projetos de mineração; 
  • Estar capacitado na utilização de técnicas e metodologias da economia aplicada à avaliação econômica de projetos de mineração; 
  • Utilizar os instrumentos de gestão financeira na justificação da inserção dos projetos de exploração mineral e de mineração nos orçamentos plurianuais das empresas de mineração;
  • Utilizar as ferramentas econômicas e contábeis na formulação de projetos de exploração mineral e de aproveitamento econômico de jazidas minerais. 

 

MÉTODO

Aulas expositivas, discussões e trabalhos em grupo, exercícios práticos, que totalizam 40 horas de um programa do tipo executivo, que privilegia a experiência e o ensino orientado para facilitação da aprendizagem. O material didático, em formato digital, será entregue aos inscritos no curso no primeiro dia de aula.

 

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO DO CURSO

 

Dia 1

Manhã:

Objetivos e Motivos da Avaliação:

Análise privada de projetos de mineração;

Análise pública ou social de projetos de mineração;

Tarde:

Estrutura de Custos em Mineração:

Origem, conceitos básicos, terminologia da contabilidade gerencial, princípios aplicados a custos e custeio por absorção;

Demonstrações Financeiras: Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício – DRE e Classificação dos custos: diretos e indiretos e fixos e variáveis;

Objetivo, método, procedimentos e esquema básico da contabilidade de custos;

Materiais Diretos (gastos que integram o valor dos materiais, tratamento contábil dos subprodutos, sucatas e perdas de materiais) e Métodos de Avaliação de Estoques (Custo Médio Ponderado, PEPS e UEPS);

Estrutura Linear de Custos: custos fixos, custos variáveis, receitas de vendas, ponto de equilíbrio, margem de contribuição, margem de segurança e alavancagem operacional. Variação do ponto de equilíbrio em função de variações dos custos fixos, dos custos variáveis e das receitas de vendas.

 

Dia 2:

Manhã:

Fluxos de Caixa – FC:

Conceito, principais componentes (investimento fixo, capital de giro, receita operacional e não operacional, custos, depreciação, exaustão, amortização fiscal, financiamento, tributação direta e indireta, etc.);

Classificação das distribuições de FC representativas de projetos de mineração;

Montagens de distribuições de FC antes e após a tributação direta (Imposto de Renda e CSLL) com recursos próprios e de terceiros (financiamentos).

Tarde:

Valor do Dinheiro no Tempo (conceito moderno de juros):

Conceitos relacionados à capitalização simples e composta;

Equivalência de capitais;

Fatores financeiros de juros compostos;

Uso de planilha eletrônica (EXCEL) nos cálculos financeiros;

Desconto, Capitalização e Uniformização de distribuições de FC.

 

Dia 3:

Manhã:

Métodos de Avaliação Econômica de Projetos de Mineração:

Tipos de projetos;

Processo de tomada de decisão;

Critérios de decisão: aceitação, seleção e combinação.

Classificação dos métodos de avaliação econômica de projetos.

Tarde:

Métodos de Avaliação Econômica de Projetos de Mineração:

Métodos simplificados de avaliação econômica de projetos;

Métodos de avaliação econômica de projetos baseados no desconto, capitalização e uniformização de FC;

Critérios de aceitação e seleção de projetos mutuamente excludentes;

Escolha da combinação ótima de projetos independentes;

Seleção de projetos com diferentes vidas úteis produtivas – o problema de substituição de equipamentos.

 

Dia 4:

Manhã:

Análise de Risco:

Conceitos básicos;

Utilização da análise de risco;

Risco versus tempo.

Tarde:

Análise de Risco:

Técnicas de análise de risco;

Técnica analítica;

Simulação de Monte Carlo;

Seleção do melhor projeto pelo confronto retorno versus risco.

 

Dia 5:

Manhã:

Análise de Sensibilidade:

Conceitos básicos;

Técnica da melhor estimativa;

Aplicação da análise de sensibilidade na identificação das variáveis estratégicas de um projeto de mineração;

Apresentação dos resultados da análise de sensibilidade com uma ou mais variáveis.

Tarde:

Tópicos Especiais em Projetos de Mineração:

Taxa de atratividade como principal elemento da estratégia de investimento do empreendedor;

Vida útil de um empreendimento mineiro: aspectos geológicos e econômico-financeiros;

Abordagens para tratar o problema da pluralidade da taxa interna de retorno – TIR.

 

PERFIL DO INSTRUTOR

Petain Ávila de Souza é Engenheiro de Minas (UFPE, 1969) e Economista (AEUDF, 1977). Possui especialização em Economia dos Recursos Minerais (FGV/RJ, 1973), mestrado em Política de Recursos Minerais (UNICAMP, 1995) e doutorado em Geociência (UNICAMP, 2000). Foi professor nos cursos de graduação e/ou pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e FGV/DF nas disciplinas de Engenharia Econômica, Administração Financeira, Elaboração e Avaliação de Projetos entre outras; e, de Avaliação Econômica de Direitos Minerários e de Avaliação Econômica de Projetos de Mineração do IBRAM, ADIMB e IETEC, temas sobre os quais ministrou cursos em diversas universidades e empresas privadas, órgão governamentais e associação profissionais. Coordenou (1983) e deu aulas (1984) no Course on Economic Guidelines for Exploration Panning do Prof. Brian W. Mackenzie (Queen’s University – Canadá), promovido pelo PLANFAP/MME e assistente do referido professor no mesmo Curso promovido pela ABRAMO (1987). Possui uma vasta atuação na elaboração e avaliação de projetos de mineração e mínero-industrial, com ampla folha de serviços prestados a diversas instituições públicas, empresas privadas e comunidades acadêmicas. Atualmente é consultor independente nas áreas de Economia Mineral, Avaliação Econômica de Projetos de Mineração e de Direitos Minerários, Engenharia Financeira e Equilíbrio de Contratos.

 

LOCAL

O curso será realizado Belo Horizonte no hotel San Diego Suítes Lourdes localizado na Avenida Álvares Cabral, Nº 1181, Lourdes, CEP: 30170-001 e Telefone: (31) 3339-3000

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui 

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 2.100,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 2.100,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 2.600,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)

MÉTODOS GEOFÍSICOS APLICADOS À PROSPECÇÃO MINERAL
Marcelo Leão (UFG) e Aline Tavares (UFMG)
26 a 30 de novembro de 2018

APRESENTAÇÃO

A descoberta de novos recursos minerais enfrenta desafios em muitas partes do mundo com o aumento da probabilidade de que as novas descobertas não sejam aflorantes. Diante desse desafio, a pesquisa mineral requer novas abordagens para a seleção de áreas prospectivas, definição de modelos em áreas desconhecidas, aquisição, processamento e interpretação de dados geocientíficos. Portanto, é necessária maior ênfase na integração geologia e geofísica.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Geólogos, Geofísicos, Engenheiros de Mina e profissionais que atuam na pesquisa mineral.

 

OBJETIVOS DO CURSO

Ao concluir todos os módulos do curso, os participantes devem poder:

  • Conhecer de forma geral a teoria, a aplicabilidade, o desenho de experimentos, as limitações, as respostas esperadas e os estudos de caso dos métodos geofísicos comumente utilizados na prospecção mineral;
  • Compreender de forma geral a aplicação de métodos geofísicos na prospecção mineral com base na integração de dados geofísicos com dados geológicos, geoquímicos e estruturais;
  • Constituir uma base geológico-geofísica regional com o objetivo de fazer uma seleção de alvos prioritários para a pesquisa mineral;
  • Assimilar de forma geral os métodos geofísicos mais apropriados para fazer o follow-up nos alvos selecionados e para o planejamento de campanhas de sondagem;
  • Ter noções básicas sobre o uso das ferramentas geofísicas aéreas, terrestres e de perfilagem mais apropriadas às diferentes fases de pesquisa mineral (greenfield e brownfield).

 

MÉTODO

Aulas expositivas e dialogadas, estudos de casos, exercícios práticos com a análise e interpretação de perfis, mapas e modelos, que totalizam 40 horas. O material didático, em formato digital, será entregue aos inscritos no curso no primeiro dia de aula

 

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO DO CURSO

 

Dia 1

Manhã:

Fase de seleção de alvos:

Teoria;

Métodos: magnetometria, gravimetria, gamaespectrometria e eletromagnetometria.

Tarde:

Fase de seleção de alvos:

Prática sobre os parâmetros que influenciam as anomalias geofísicas;

Interpretação de dados de levantamentos geofísicos aéreos com foco em: mapeamento geológico e seleção de alvos para a prospecção mineral;

Aplicação de métodos gamaespectrométricos na pesquisa de fosfato e urânio.

 

Dia 2

Manhã

Fase de seleção de alvos:

Métodos: gravimetria e magnetometria gradiométrica aérea;

Prática sobre os parâmetros que influenciam as anomalias geofísicas.

Tarde:

Fase de seleção de alvos:

Aplicação de métodos potenciais e eletromagnetometria na pesquisa de metais base, metais ferrosos e diamante;

Estudos de caso de geofísica aplicada à prospecção mineral.

 

Dia 3

Manhã:

Follow-up de alvos:

Métodos: eletromagnético, resistividade e polarização induzida terrestres;

Follow-up de anomalias selecionadas com eletromagnetometria terrestre e polarização induzida aplicadas à prospecção de metais base;

Prática sobre os parâmetros que influenciam as anomalias geofísicas.

Tarde:

Follow-up de alvos:

Métodos: magnetometria e gravimetria terrestre;

Aplicação de métodos magnéticos e gravimétricos na pesquisa de metais base e ouro.

 

Dia 4

Manhã:

Follow-up de alvos e planejamento de sondagem:

Planejar a locação de campanhas de sondagem com base na integração de dados geológicos e geofísicos.

Métodos: Integração de  propriedades físicas das rochas com dados geofísicos;

Estudos de caso de aplicação de propriedades físicas medidas em campo e em testemunhos de furos de sonda como informação a priori para inversão e modelagem de dados geofísicos.

Tarde:

Follow-up de alvos:

Estudos de caso de aplicação de petrofísica para a caracterização de zonas de alteração hidrotermal.

Prática de medidas de propriedades físicas em amostras de rochas encaixantes, alterações hidrotermais e minério.

 

Dia 5

Manhã:

Atividade prática: simulação de um programa de prospecção que se concentra na descoberta de novos depósitos minerais.

Interpretação dos dados: Os participantes receberão o contexto geológico de uma área de estudo, tipo de respostas de ocorrências conhecidas e trabalhos de prospecção históricos. Além disso, serão fornecidos os resultados processados de programas geofísicos aéreos e geoquímicos terrestres recentes da área de estudo. Os alunos serão divididos em grupos, para a análise e interpretação dos dados e seleção de alvos para follow-up.

Tarde:

Programa de prospecção: Um orçamento de exploração será atribuído a cada grupo e as equipes serão solicitadas a avaliar os conjuntos de dados, definir os alvos prováveis e propor um programa de exploração para testar seus alvos.

 

PERFIL DOS INSTRUTORES

Marcelo Henrique Leão Santos é graduado em Geologia pela Universidade de Brasília UnB (2003), Mestre em Geologia pela UnB(2006) com área de concentração em Geofísica Aplicada, e Doutor em Geologia/Geofísica pela UnB/Colorado School of Mines-Department of Geophysics (2014). Atualmente é Professor e Pesquisador do Curso de Geologia da Universidade Federal de Goiás. Ministrou aulas na Pós-Graduação em Geologia do Instituto de Geociências da UnB. Trabalhou como Pesquisador Visitante na Colorado School of Mines-Center for Gravity, Electrical and Magnetic Studies (2011 a 2012). Especialista em assinaturas geofísicas de depósitos IOCG. Trabalhou com Prospecção Mineral na empresa Vale S.A.: como Coordenador Geofísico (2012 a 2015), Geofísico/Geólogo (2006 a 2011), Geólogo Coordenador do Projeto Cobre-Ouro Nordeste (2005 a 2006), e Geólogo do Projeto Cobre-Ouro (2004).Atuou em Geologia e Geofísica aplicada a diversos projetos de prospecção mineral em todo o Brasil e na região da Província Mineral de Carajás. Trabalhou com vários levantamentos geofísicos aéreos, terrestres e de perfilagem, entre eles: magnetometria, gravimetria (gradiométrica), gamaespectrometria, eletromagnetometria, polarização induzida, imageamento elétrico, Magnetotelúrico, propriedades físicas das rochas e petrofísica. Trabalhou na pesquisa de diversos recursos minerais: cobre, ouro, níquel, ferro, manganês, elementos do grupo da platina, fosfato, potássio, diamante,elementos terras raras e água.Dedicou-se ao uso de novas tecnologias e pesquisa & desenvolvimento em parceria com departamentos internacionais da Vale S.A. no Canadá, e universidades nos EUA e Canadá. Atuou em diversos projetos na área ambiental e é voluntário na ONG Berço das Águas desde 2001. Docência e interesses de pesquisa incluem Geologia e Geofísica aplicadas ao mapeamento geológico, prospecção mineral, patrimônio geológico, ambiental, inversão de dados geofísicos e modelagem Geologia-Geofísica 2D-3D. Membro da Society of Exploration Geophysicists SEG. Membro e Conselheiro do Núcleo Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Geofísica SBGf.

 

Aline Tavares Melo graduou-se em Geologia pela UnB em 2008 e no mesmo ano juntou-se à equipe de geofísica da gerência de pesquisa mineral da empresa Vale, onde atuou na fiscalização, aquisição, processamento, interpretação e modelagem de dados geofísicos aéreos e terrestres com foco na integração geológico-geofísica para prospecção mineral. Em 2012, enquanto trabalhava na Vale, concluiu o mestrado na UnB com o estudo da assinatura eletromagnética de um depósito do tipo ‘iron oxide coppergold’ (IOCG) na Província Mineral de Carajás. Em 2013 iniciou a carreira acadêmica como professora assistente de geofísica na UFMG lecionando as disciplinas geofísica aplicada e prospecção mineral. Em 2014 entrou de licença para realização do doutorado na Colorado School of Mines nos Estados Unidos, e em 2018 concluiu o projeto com foco na interpretação quantitativa integrada de múltiplos dados geofísicos para diferenciação geológica. Na pesquisa de doutorado desenvolveu métodos de: estimativa de erro nos dados para inversão geofísica, uso de dados esparsos de geologia para estimativa de continuidade do minério a partir de modelos geofísicos, ‘machine learning’ para diferenciação de unidades geológicas usando modelos geofísicos e estimativa de susceptibilidade para corpos magnéticos usando dados eletromagnéticos no domínio do tempo, o MoTEM (‘Magnetic on time transient electromagnetic’).Em 2015 recebeu o prêmio de melhor trabalho apresentado na sessão de mineração do congresso da Society of Exploration Geophysicists (SEG) e em 2018 o prêmio ‘Mendenhall Prize for Outstanding Graduating PhD Students’ do Departamento de Geofísica da Colorado School of Mines.

 

LOCAL

O curso será realizado Belo Horizonte no hotel San Francisco Flat Lourdes localizado na Avenida Álvares Cabral, Nº 967, Lourdes, CEP: 30170-001 e Telefone: (31) 3330-5600

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 2.100,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 2.100,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 2.600,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)

DECLARAÇÃO DE RESULTADOS DE EXPLORAÇÃO, RECURSOS E RESERVAS MINERAIS
Celeste Queiroz (Vale), Thomas Brenner (Nexa) e Glaucia Cuchierato (Consultora)
03 a 05 de dezembro de 2018

APRESENTAÇÃO

Relatórios de resultado de Exploração, Recursos e Reservas Minerais transparentes, adequados e confiáveis são elementos fundamentais para a diminuição do risco inerente às decisões relativas a projetos e operações da indústria da mineração.

 

PÚBLICO ALVO PREFERENCIAL

Geólogos, engenheiros, gestores, técnicos e demais profissionais que atuem nas áreas de pesquisa, avaliação e exploração mineral, e/ouinteressados em declaraçõesde Resultados de Exploração, Recursos e Reservas Minerais.

 

OBJETIVOS DO CURSO 

Ao longo de três dias os participantes terão oportunidade de:

  • Conhecer, ou se atualizar sobre, o contexto regulatório nacional e internacional;
  • Estudar as definições de Resultados de Exploração, Potencial Exploratório, Recursos e Reservas Minerais visando sua correta aplicação;
  • Entender os conceitos subjacentes à terminologia adotada pelos principais códigos da Família CRIRSCO;
  • Analisar relatórios e declarações de Resultados de Exploração e Recursos e Reservas Minerais a fim de identificar e evitar as armadilhas mais frequentes;
  • Discutir os critérios de referência para a elaboração de Relatórios de Resultados de Exploração, Recursos e Reservas Mineraispara aprimoramento do uso da “Tabela 1”.

 

MÉTODO Aulas expositivas, discussões em grupo, análise de documentos públicos

 

CONTEÚDO DO CURSO

 

Dia 1:

Manhã:

Contexto Regulatório:

Apresentação e contextualização: relevância do tema no cenário brasileiro;

Os princípios fundamentais: transparência, materialidade e competência, e o papel do Profissional Qualificado;

Contexto regulatório nacional e internacional:

Os códigos e padrões internacionais para Declarações de Resultados de Exploração, Recursos Minerais e Reservas Minerais;

O CRIRSCO: Committee for Mineral Reserves InternationalReporting Standards e a CBRR: Comissão Brasileira de Recursos e Reservas.

 

Tarde:

Resultados de Exploração e Potencial Exploratório:

Definições de Resultados de Exploração e Potencial Exploratório;

Análise dos conceitos subjacentes à terminologia;

Discussão sobre riscos e oportunidades decorrentes da declaração de Resultados de Exploração e/ou Potencial Exploratório.

 

Dia 2:

Manhã:

Recursos Minerais:

Definições, conceitos ligados ao Recurso Mineral;

Classificação de Recursos Minerais;

Métodos para estabelecer se há “razoável perspectiva de aproveitamento técnico-econômico”.

 

Tarde:

Reservas Minerais:

Definições, conceitos e classificação de Reservas Minerais;

Fatores Modificadores para a conversão de Recursos em Reservas Minerais;

Estudos de pré-viabilidade e viabilidade.

 

Dia 3:

Manhã:

Análise da Tabela 1:

Critérios de referência para a elaboração de Declarações de Potencial Exploratório;

Critérios de referência para a elaboração de Relatórios de Recursos Minerais;

Critérios de referência para a elaboração de Relatórios de Reservas Minerais.

 

Tarde:

Estudos de Casos:

Analise de relatórios públicos de:

Resultados de Exploração;

Potencial Exploratório;

Recursos Minerais;

Reservas Minerais;

Análise de Riscos relacionados as Reservas Minerais;

Considerações finais.

 

Celeste Queiroz Pereira é Geóloga (UERJ, 1995), tem Licenciatura em Educação Tecnológica (CEFET-RJ, 1993) e Especialização em Geoestatística(Écoledes Mines Paris/Fontainebleau, 2006). É membro fundadora da CBRR e vice-presidente do Comitê Técnico responsável pela elaboração da primeira edição do Guia CBRR. Atua há mais de 20 anos na indústria, nas etapas de prospecção e modelagem de Recursos Minerais, comexperiência principalmente em ouro, metais básicos, fertilizantes e carvão. Na Diretoria de Exploração e Desenvolvimento de Projetos Minerais da Vale desde 2001, trabalhou em diversas localidades como Carajás, Moçambique e Austrália, dentre outras. Entre 2008 e 2013 liderou o time responsável pelas Estimativas de Recursos da Diretoria de Exploração das Américas e África. Desde então vem se dedicando à Governança de Recursos e Reservas Minerais como integrante da coordenação do Comitê Global de Recursos e Reservas Minerais (MRMR), onde foi co-responsável pela implantação e normatização do processo atualmente vigente na Vale.  Entusiasta do assunto, vem se dedicando a ações educacionais dentro e fora da Vale que incluem cursos, palestras e desenvolvimento de treinamento corporativo para capacitação interna de profissionais envolvidos na elaboração de relatórios e declarações de Recursos e Reservas Minerais, e também à Gestão de Riscos relacionados a Reservas Minerais.

 

Thomas Brenner é geólogo com mais de 30 anos de experiência em exploração mineral e na indústria de mineração, com experiência em geologia de minas, estimativa de recursos minerais e reservas minerais, banco de dados, QA / QC, grade control, reconciliação e avaliação de projetos, due diligence e estudos de viabilidade. Ele esteve envolvido em uma ampla variedade de depósitos de vários tipos de minério, incluindo ouro, cobre-chumbo-zinco, sulfetos de níquel e lateriticos, bauxita e carvão. Thomas é formado em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e possui doutorado em Geologia pela Universidade Estadual Paulista, Brasil. Antes de ingressar na Votorantim Metais em 2004, ele era geólogo sênior de exploração e chefe de Geologia e Planejamento de Minas na Mina de Fortaleza de Minas para a Rio Tinto Brasil. De 1982 a 1989, foi geólogo de exploração e chefe de projetos de exploração na BP Mineral para ouro, metais básicos e níquel, o que resultou na descoberta de um depósito de sulfeto maciço de níquel. Thomas é membro do AUSIMM (Australasian Institute of Mining and Metallurgy) desde 1998 e participou daelaboração de relatórios como Competent Person para a Rio Tinto, a Votorantim Metais e a Nexa Resources. Ele é atualmente responsável pelo Comitê Técnico da CBRR que preparou o Guia CBRR em 2015.

 

 Glaucia Cuchierato é Geóloga (USP, 1997), Mestre em Recursos Minerais (USP, 2000) e Doutoranda em Engenharia Mineral (USP, desde 2016). Experiência em empresa pública (pesquisa técnico-científica), privada e entidades setoriais. Foi pesquisadora do IPT (2001|2006) no Setor de Recursos Minerais, em projetos para órgãos governamentais, empresas privadas, setor público e agências de fomento, nas áreas de prospecção, pesquisa, economia, planejamento e tecnologia mineral. Trabalhou na DatamineLatinAmerica (2006|2008), onde coordenou ações e implantações nas áreas de sistemas de gerenciamento de dados geológicos para grandes projetos de mineração. Na Vale (2008|2009), coordenou a área responsável pela consolidação dos dados geológicos das minas de ferro, executou o Projeto Piloto para estabelecimento do Protocolo de QA/QC de dados geológicos de amostragens, sondagens e analises laboratoriais. Integrou a equipe que definiu o sistema integrado e padronizado de gerenciamento de dados da Divisão de Ferrosos. Como Diretora da GeoAnsata Projetos e Serviços em Geologia desde 2010, executou projetos nas áreas de Geologia, Recursos Minerais e Sustentabilidade, para diversos clientes da cadeia da indústria mineral. Atua como assessora técnica do Comitê de Mineração da FIESP desde 2014, autora do livro “A Indústria Mineral Paulista – Síntese Setorial (2017)”. Desde 2016, ministra aulas relacionadas ao tema da sua tese de doutoramento (Certificação Internacional de Recursos e Reservas, Declaração de Recursos e Reservas Minerais, Qualidade da Informação na Indústria Mineral, QAQC) em disciplinas de graduação e pós-graduação do PMI-EPUSP e IGc-USP, cursos pela Geokrigagem e Sigesp, palestras na USP, Unesp e Unicamp. É também assessora técnica da CBRR (Comissão Brasileira de Recursos e Reservas) desde agosto de 2018.

 

LOCAL

O curso será realizado Belo Horizonte no hotel San Diego Suítes Lourdes localizado na Avenida Álvares Cabral, Nº 1181, Lourdes, CEP: 30170-001 e Telefone: (31) 3339-3000

O hotel oferece diárias com desconto aos inscritos no curso, bastando informar no ato da reserva que irá participar do CURSO ADIMB.

 

INSCRIÇÃO e PAGAMENTO

Esse curso tem o limite de 30 vagas. A inscrição no curso pode ser feita através do preenchimento do formulário online clicando aqui 

O pagamento da inscrição deverá ser feito somente após o preenchimento do formulário, através do sistema PagSeguro. Profissionais de empresas associadas à ADIMB e de instituições públicas podem entrar em contato através do email cursos@adimb.org.br ou pelo Tel: 61 3326-0759 para informações sobre outras formas de pagamento e reservas de vagas.

As reservas ou inscrições que não forem confirmadas até 20 dias antes do início do curso serão canceladas.

 

INVESTIMENTO

R$ 1.400,00    (Profissionais de empresa ou instituição pública associada à ADIMB)

R$ 1.400,00    (Professores e Pesquisadores)

R$ 1.400,00    (Profissionais Registrados na CBRR)

R$ 1.700,00    (Profissionais de empresa ou demais instituição pública NÃO associadas à ADIMB)